Para Ler Escritoras

#17 • Dejáme Vivir, um conto de Débora Gil

C

ortei o polegar esquerdo com a faca mais afiada.

 

         Por eso búscate otro amor, deja que se pudra el cielo
                  déjame vivir, que sin ti ya soy feliz
         por eso búscate otro amor, uno que te quiera tanto
                  déjame vivir, nunca vuelvas más por mi

 

Cantei, segurando o dedo enfaixado e. Olhando pra ela.

Ela sempre assim. Achando que. Se fica é por amar.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Cantei, segurando o dedo enfaixado e. Olhando pra ela.

Ela sempre assim, grudada. Achando que. Se fica é por amar.

Insuportável estar perto de gente.

Quem fica comigo é você. Achando que. É por amar. Amar seria você ir embora. Sem destruir meu humor, claro. Embora de vez. Sem deixar essa vontade. De ir mais embora que. Você.

Dedo, filho da puta, não para. O dedo tremendo esses dias. Dedo sem plot, se debate, sem plot, se debate. Tirando a paciência, pouca.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Meu dia por uma ideia. Pra parar. Você e. O dedo.

Sem plot, se debate, sem plot, se debate. Tirando a paciência, pouca.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Quantas vezes, chega. Quanto tempo, dura. Quantas vezes, volta. Bolero que. Não dou conta. O dedo tremendo esses dias. Médico diz, é stress. Manda tomar floral. Vou não sei o porquê. Jogo no vaso. Descarga.

Meu dia por uma ideia. Pra parar. Você e. O dedo e. A faca.

Corta!!!!!!!

para ler escritorasSobre a Autora

Débora Gil Pantaleão (1989) é vegana, feminista e editora na Escaleras. De desejo: cantora, atriz, dançarina, diretora de teatro e de cinema, psicanalista, produtora cultural e presidenta. De tempo: Graduada em Letras (Inglês), mestra em literatura, e, por ora, doutoranda. O Selváticas é o seu sarau preferido.

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Débora publicou livros de prosa e de poesia que você pode encontrar no www.editoraescaleras.com.

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